reportagem

Barreiro - José Paulo Rodrigues, presidente da direcção do FCB
«Situação financeira do clube é preocupante»

Barreiro - José Paulo Rodrigues, presidente da direcção do FCB<br>
«Situação financeira do clube é preocupante» . Garantir a auto sustentabilidade das modalidades

. Colaboração no FCB é um acto de intervenção cívica na cidade

No decorrer da sessão solene evocativa do 103º aniversário do Futebol Clube Barreirense, José Paulo Rodrigues, presidente da direcção, salientou que o clube é credor de uma verba significativa de 2 milhões de euros, resultantes da venda do seu património, dado que a verba não foi paga na totalidade pela empresa, porque entretanto faliu.

No decorrer da sessão solene evocativa do 103º aniversário do Futebol Clube Barreirense, José Paulo Rodrigues, presidente da direcção, recordou o espirito fundador do clube e a importância de “deixar a herança aos nosso filhos”, para que “este momento se repita por boas centenas de anos”.

Gastou-se o que não se tinha

Sublinhou que com a perda de “importância industrial” do Barreiro na região e no país, essa realidade reflectiu-se na vida local e - “o sucesso das equipas ressentiu-se”.
Recordou o recurso à «Sala de Bingo», “uma árvore de patacas que acabou», não se tomando medidas para “antecipar o ajustamento”.
“Gastou-se o que não se tinha e gerou-se uma espiral de endividamento” – referiu.
Sublinhou a venda de património do clube – “vendeu-se mais do que se necessitava”, durante “anos de despesa descontrolada”.

Situação financeira do clube é preocupante

José Paulo Rodrigues, afirmou a necessidade de existir “uma linguagem de verdade e transparência” e alertou que a – “situação financeira do clube é preocupante”, com desiquilibrios que são superados pela “vontade” de “equilibrar as despesas correntes”.
Salientou que o Futebol Clube Barreirense é credor de uma verba significativa de 2 milhões de euros, resultantes da venda do seu património, dado que a verba não foi paga na totalidade pela empresa, porque entretanto faliu.
Referiu que na obra iniciada no Campo da Verderena “não concluída” ainda está por liquidar uma verba de meio milhão de euros, uma situação angustiante que paira – “sobre a nossa cabeça”.
“Um negócio efectuado que não acautelou os interesses do Futebol Clube Barreirense. É lamentável, é injusto, é revoltante” – afirmou.

Clamamos justiça

O presidente da Direcção do FCB, salientou que o clube continua a desenvolver acções no plano judicial para solucionar esta situação – “clamamos justiça”.
Referiu que esta situação que causa “indignação” não conduz à “indiferença” e o clube continua a sua actividade apostando – “no desenvolvimento de equipas de formação”, “formando desportistas e homens”.
Sublinhou que o Futebol Clube Barreirense é um clube que se “identifica com a cidade”, acrescentando que a equipa que dirige o clube, recentemente eleita é “coesa e ambiciosa”, é “desportivamente ambiciosa” e “financeiramente responsável”, tendo como linha de acção garantir a “auto sustentabilidade das modalidades”.

Um acto de intervenção cívica na cidade

José Paulo Rodrigues, salientou a necessidade de “reconfigurar as forma de participação” na vida do clube, porque “precisamos de união na acção”.
“A colaboração no Futebol Clube Barreirense é um acto de amor, é um acto de intervenção cívica na cidade” – salientou.
Recordou que o FCB é um clube “fortemente interventivo” na vida da cidade, é um clube que “sustenta-se na diversidade”, porque “ser barreirense é expressão do nosso modo de ser colectivo”.
“Não nos comparem, porque não se pode comparar o que não tem comparação” – disse.

12.4.2014 - 14:50

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